• Ronaldo Filho

O mercado vai mudar, mas não tanto

Atualizado: Abr 27

Mark Ritson escreveu um texto na Marketing Week discorrendo sobre o fato que as previstas grandes transformações nos mercados, que estamos lendo - ou ouvindo na TV, no rádio e em podcasts - serão importantes, mas não mudarão a natureza dos mercados, que no retorno da normalidade serão mais parecidas com antes do que muitos imaginam. Ou seja, que o "novo normal" não será assim tão diferente e irá refletir tanto a cultura como as idiossincrasias próprias de cada um.


O que leva a maioria a prever um mundo totalmente novo é mais o viés e as crenças de quem escreve do que uma constatação lógica e racional da realidade. Dessa forma, os especialistas no digital prevêem que tudo será virtual, o pessoal da TV e dos jornais acreditam que essas mídias irão retornar a seu antigo esplendor e assim por diante.



Neste momento, estamos todos em pânico e acreditando que o mundo está prestes a acabar. Depois, iremos retornar a velhos hábitos e crenças. Haverá mudanças, é claro, mas bem mais relacionadas às experiências ruins e boas de cada um do que a um movimento coletivo, como muitos imaginam.


Ele pede atenção com as muitas pesquisas que estão sendo feitas no calor da crise. Afinal, como lembrou, citando a antropóloga Margaret Mead, "o que as pessoas dizem, o que as pessoas fazem e o que dizem que fazem são coisas totalmente diferentes".


Mais adiante, mencionou que o grande pensador e praticante da publicidade, Bill Bernbach, "observou que levou muitos milhares de anos para que nossos instintos se desenvolvessem e serão necessários outros tantos para eles mudarem radicalmente".


O que podemos ter certeza, finalizou, é que "entraremos em uma recessão muito grave e muito previsível, sendo fundamental estudar o que aconteceu no passado para prever um futuro ligeiramente diferente, mas certamente altamente desafiador".


Nessa linha, a Ipsos publicou aqui no Brasil um paper sobre a situação que vivemos, ressaltando que é preciso fazer um "contra ataque criativo à Covid-19", respondendo "como as marcas podem ajudar as pessoas a ganhar a guerra para sobreviverem, e depois voltarem a viver?"


Em 13 páginas há muita informação e boas reflexões, de modo a que os executivos  de marketing e comunicação entendam que "é antes de tudo uma questão de sobrevivência, de mostrar que sua marca ainda pode ajudar, e satisfazer às necessidades das pessoas, ser empática, para que ela possa encontrar e desempenhar o papel dela neste novo 'normal' e permanecer viva na cabeça de todos".

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